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Métodos de treinamento: técnica ou modismo?

Olá, leitores e internautas!!! 

Em nosso último bate-papo, trouxemos informações sobre as Tendências Mundiais do Fitness, segundo o ACSM- (American College of Sports Medicine), onde cada uma delas poderá impactar o modo como o Mercado e os Profissionais, irão se comportar daqui pra frente e “furar” as “Ondas” que ainda estamos sujeitos a enfrentar, daqui pra frente. 

Há alguns anos na posição das TOP FIVE, se encontra um Método de Treinamento, que sempre foi muito utilizado no esporte de alto rendimento, seja em esportes individuais e ou coletivos, por parte de seus treinadores e preparadores físicos. Porém, também acabou sendo subestimado e ganhando força no ambiente de academias, estúdios ,  parques, consultorias, atendimento personalizado e principalmente se “popularizando” nas redes sociais com alguns blogueiros e personalidades que acabavam inclusive fazendo muita gente acreditar que este método era a salvação de todos os problemas…  E pasmem, para pessoas que NÃO gostavam de treinar e ainda alegavam falta de TEMPO para isso!!! 

Tivemos, então uma disputa de apenas 12min, passando por 8min e diminuindo a sequência de exercícios ou tempo de realização de cada um, até chegarmos nos tão falados 4min de treinamento e com a utilização do sobrenome de um Pesquisador Japonês ( Izumi TABATA), como referência ou me permitam aqui dizer o Salvador da Pátria para perda de peso rápida, condicionamento físico imediato, perda de medidas, etc. Além, é claro de tornar-se muito íntimo de todos os envolvidos, sejam eles Profissionais ou Praticantes, que usavam expressões como: Você já fez um TABATA, hoje… Eu fiz, 2, mas fiz um TABATINHA de leve ontem e ainda criando HITS Musicais como o TABATA SONG e Aplicativos que traziam várias situações de controle de tempo entre o estímulo dado ao exercício e ao tempo de recuperação (Interval Timer, por exemplo), já que o treinador ou praticante poderia mensurar e alterar o tempo de execução do treinamento. 

Vale a ressalva que não estou criticando o método, muito pelo contrário, pois o assunto me interessou tanto, que a escolha para o Tema de Dissertação do meu Mestrado em Ciências da Saúde, tinha como objetivo avaliar – “Os Impactos do Treinamento Intervalado de Alta Intensidade de Curta e Longa Duração em Adultos Jovens”. E confesso a vocês, que durante todo o processo de pesquisa e revisões bibliográficas, aulas de estatística, epidemiologia e até políticas públicas de saúde, pensei em desistir e me perguntava por muitas vezes – O que estou fazendo aqui… 

Além disso, percebi que o “POP ESTAR” Mr. TABATA, era apenas mais um personagem na vasta e longa jornada deste método de treinamento e que muitos pesquisadores ao redor do Mundo, já estudavam em grupos muito maiores e aplicavam em diversos esportes, há mais de um século.  

Como referência para utilizarmos os diversos Métodos de Treinamento existentes, avaliados, reformulados, adaptados por Pesquisadores e aplicados na prática em ciclos Olímpicos de 4 em 4 anos, nos trouxe uma divisão em períodos que ao longo da história dos Jogos Olímpicos, pode-se estabelecer a ordem cronológica da evolução do Treinamento Desportivo. 

Pereira da Costa (1972), escalonou este desenvolvimento de forma bastante coerente. Tal correspondência se amplia no fato de serem estes Jogos, por excelência, a vitrine onde os sucessos ou fracassos de cada método ou filosofia de treinamento são expostos ao Mundo, caindo, assim, no conhecimento público. Desta forma pode-se, pois, dividir a história do Treinamento Desportivo nas seguintes fases:  

Período da Arte, da Improvisação, do Empirismo, Pré-Científico, Científico, Tecnológico e fazendo clarear este nosso artigo – o Período do Marketing, cuja importância é fundamental, mas pode, principalmente para o público leigo e ou profissionais desinformados, não oferecer realmente os resultados pretendidos e o pior, causar o que menos desejamos, ou seja, a falta de aderência à prática da atividade física e sua consequente desistência por parte de nossos alunos e clientes. Portanto, antes de sair aplicando Métodos de Treinamento por aí, repensem e saibam distinguir uma tendência embasada técnica e cientificamente de puros “modismos”. 

Forte e Fraterno Abraço!!! 

Prof. Ms. Arthur Siqueira

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