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Percepções de determinantes bioculturais da atividade física e associação com características pessoais e profissionais de professores de educação física.

A inatividade física é um importante contribuinte na causa de doenças não transmissíveis, tanto nos países de alto, baixo e médio rendimento, é responsável por mais de 3 milhões de mortes por ano (Pratt et al., 2012). Segundo Hallal et al. (2012), 31,1% dos adultos com 15 anos ou mais, de 122 países, são fisicamente inativos, enquanto que a proporção de adolescentes de 13-15 anos d de 105 países que fazem menos de 60 minutos de atividade física de intensidade moderada a vigorosa por dia é de 80,3%. Esses índices tendem a aumentar com o avanço da idade, são maiores em mulheres do que em homens, como também em países com nível socioeconômico elevado. 

Esse fato é bastante preocupante, uma vez que os baixos níveis de atividade física estão fortemente associados a doenças como diabete tipo 2, hipertensão, hipercolesterolêmica, obesidade, doenças cardiovasculares, osteoporose e até algumas formas de câncer. Além disso, informações sobre os potenciais benefícios à saúde, advindos da prática regular de atividades físicas, bem como as abordagens comportamentais e sociais que proporcionam aumentos dos níveis de atividade física entre as pessoas de várias idades e de diferentes grupos sociais, países e comunidades, são notórios em todas as fases da vida (USDHHS, 2008; Hallal et al., 2012). 

Apesar da percepção, do conhecimento sobre determinados assuntos estar relacionado com atitudes que o ser humano tem a esse respeito, é possível que somente informações não sejam suficientes para garantir mudanças comportamentais, pois fatores como idade, sexo, estado de saúde, autoeficácia e motivação, bem como o conhecimento de abordagens teóricas que usam um quadro abrangente para explicar que os determinantes individuais, sociais, ambientais e políticos, estão relacionados à atividade física (Bauman et al., 2012). Dessa forma, um princípio fundamental é que o conhecimento sobre todos os tipos de influência pode subsidiar o desenvolvimento de políticas e programas para aumentar os níveis de atividade e reduzir a carga de doenças não transmissíveis. 

Nesse processo, a família, o meio ambiente e a educação física escolar têm sido apontados como principais agentes socializadores na participação de crianças e adolescentes para prática de atividades físicas numa perspectiva de saúde (Figueira Junior et al., 2008). 

Assim, a educação física no âmbito escolar deve assumir um papel educacional, considerando que os fatores cognitivos e emocionais, os socioculturais, os ambientais, as características da atividade física e os atributos comportamentais podem também potencializar os hábitos de vida saudável (Ferreira, 2001; Van Der Horst et al., 2007). 

Logo, o objetivo deste estudo foi estabelecer associações entre percepções de determinantes bioculturais, relacionados à prática de atividade física, características pessoais e profissionais de professores de educação física. 

Os achados deste estudo demonstraram que a formação de professores apenas em nível de graduação não é suficiente para a compreensão e efetivação nas tomadas de decisões relacionadas à prática de atividade física numa perspectiva de saúde de escolares. A compreensão das relações sociais entre os sexos ainda é um determinante no planejamento docente. O sexo dos professores indica que existem atividades físicas distintas para homens e mulheres. Professores mais novos, consequentemente de uma formação mais atual, estão mais propensos a considerar em seus planejamentos os conteúdos ligados à atividade física e saúde. Sugerem-se cursos de formação continuada em educação física e que nesses se discuta que as relações sociais entre homens e mulheres na contemporaneidade fazem-se necessárias no incentivo à prática de atividade física, posto ser o processo de adesão fortemente influenciado pelo fator sexo, e, portanto, determinante para potencializar os hábitos de vida saudável a partir do ambiente escolar.

Alvaro Adolfo Duarte Alberto, Aylton José Figueira Junior

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