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InícioAlexandre UbillaQualidade de vida na terceira idade!

Qualidade de vida na terceira idade!

Analisando os aspectos culturais pode se verificar que todo ser vivo tem certo número de anos como limite de sua existência, e que varia de acordo com a espécie. No homem, a expectativa da vida varia conforme as épocas e os países.

A concentração torna-se mais difícil, a imaginação menos inventiva, as associações de idéias e as locuções mais lentas. Em alguns casos, a memória do passado distante conserva-se fiel, porém os fatos recentes são esquecidos com maior facilidade.

Devido sua relativa debilidade física, o homem teve de explorar ao máximo as possibilidades de seu corpo e desenvolver sua força, agilidade e resistência. Em questão sobre a terceira idade no mundo da caminhada cronológica, a atividade física, tanto no meio líquido ou fora deste permite recuperar o equilíbrio corporal e mental: o sentido do esforço, o respeito aos regulamentos, o entendimento com os companheiros e o aprendizado para a vida em comunidade, tão importante quanto à grandeza física.

Na maioria dos casos, os idosos tendem às posturas pessimistas. Em linhas gerais, pode-se dizer que a conversa interior deles é 95% negativa, por isso, o cérebro tende a registrar mais o que não querem do que o que desejam. É necessário fazê-los conscientizarem-se e pensarem profundamente para superarem suas dificuldades. Se o idoso pensar positivamente, o seu hemisfério cerebral entrará em ação, em conjunto: o direito (responsável pelo seu inconsciente) e o esquerdo (responsável pelo seu consciente) farão trabalhar em seus pontos fortes, assim o resto, automaticamente, se fortalecerá.

Os indivíduos de terceira idade necessitam melhorar sua auto-estima, relaxando, aceitando suas falhas e as das pessoas que o rodeiam, sabendo lidar com as qualidades e potencialidades que ainda possui. Badem Power[1] recomendava a seus escoteiros, sorrir para espantar a tristeza; entre Badem Power e os escoteiros há semelhanças, sendo o sorriso uma descontração sem limite para ambas as partes, mantendo o bom humor independente da idade humana, pois estaremos oferecendo-lhes estímulos positivos e recebendo respostas recíprocas. Vale lembrar que “exceto da eletricidade e do magnetismo, semelhante atrai semelhante”.

“Valorizar o ser humano, para sentir-se útil”, o modo de viver excita-me à curiosidade sobre a preocupação em viver feliz de modo fascinante, porque se estou em paz com a vida, automaticamente as pessoas tem sua recíproca e, aqui destaco, o quanto os idosos são importantes para o meu desempenho profissional. No homem, a expectativa de vida varia conforme as épocas e os países. Nos países industrializados, é de cerca de 80 anos e nos países em desenvolvimento não chega a atingir 70 anos . Em algumas regiões, onde a seleção natural faz sentir de um modo mais direito. Nas sociedades contemporâneas, a publicidade valoriza um modelo juvenil, onde o velho é pouco menos que um estranho.

Para ajudar os idosos, alguns países criaram “clubes e universidades para terceira idade”, onde se reúnem para realizar algum tipo de atividade, sobretudo cultural, que mantenha seu interesse pela vida. Mesmo assim, muitos terminam seus dias em asilos, onde, apesar de receberem cuidados materiais, não dispõem dos necessários apoios morais e familiares.

No Brasil não encontrei registro de clubes e universidades específicos para idosos, mas atividades em universidades denominados “cursos para terceira idade” ao nível de graduação, pós-graduação, especialização e extracurriculares, sendo a fatia maior para a idade adolescente e a menor consumida pelos nossos amáveis idosos. Infelizmente, em alguns lugares a terceira idade é discriminada por certos grupos docentes e discentes dessas universidades, parecendo que a velhice jamais será alcançada por estes indivíduos.

Na atividade física, para que haja um rendimento excelente é bom formar grupos de terceira idade. Sem dúvida a discriminação desaparecerá, pois, ao nível de exercícios aeróbios e anaeróbios a juventude não combinará com idosos, os movimentos e reflexos são diferentes.

Segundo Vicente Bonachelas[2], na maioria das pessoas, a velhice provoca uma diminuição da atividade física. Com o passar dos anos, as sensações e percepções perdem vagarosamente a acuidade e as emoções se tornam menos intensas. Em uma pesquisa realizada para a Fundação Norte-Americana para o Bem-Estar da Velhice em 1968, o Dr. H.A de Vries submeteu um grupo de septuagenários a um programa de exercícios com a duração de um ano.

Ao final do treinamento os indivíduos apresentam os reflexos corporais de homens trinta anos mais moços.

A seguir, alguns aspectos físicos relacionados à terceira idade:

  1. Desgaste do organismo;
  2. O corpo encolhe (a altura se reduz alguns centímetros);
  3. As artérias endurecem;
  4. A respiração torna-se mais curta;
  5. Os músculos perdem parte da flexibilidade;
  6. Diminui a acuidade da visão e da audição;
  7. Os dentes caem;
  8. Os cabelos embranquecem e caem;
  9. A pele torna-se frágil e enrugada e em alguns lugares aparecem pequenas manchas pardas.

Na maioria das vezes, o ser humana não aceita de maneira tranqüila a velhice, mesmo sabendo que se trata de uma etapa inevitável da vida, que a diferença das coisas do idoso está em seu valor.

Os objetos têm preço, o velho, a dignidade. As pessoas vivem na maioridade, as coisas vivem na minoridade.

Na realidade atual, a melhor maneira de levar em consideração o ser humano é “respeitar que o indivíduo possa reviver suas qualidades emocionais e profissionais, onde ele consiga alcançar uma longevidade maior com qualidade”.

[1] Foi como um herói dos adultos e das crianças que, em 1901, ele regressou da África do Sul à Inglaterra, para ser cumulado de honrarias e para descobrir, surpreso, que sua popularidade pessoal dera popularidade ao livro que escrevera para militares – “Aids to Scouting” – “Ajudas à exploração militar”. O livro estava sendo usado como um compendio nas escolas masculinas.

[2] Bonachellas, Vicente. Manual Básico de Hidroginástica. Rio de Janeiro. Ed. Sprint. 1999

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